Análise baseada em práticas de restaurações diretas posteriores realizadas no serviço público de saúde em Uberlândia-MG, Brasil: estudo retrospectivo de Sobrevida a longo prazo

Luana Oliveira Mariano, Renata Afonso da Silva Pereira, Luciana Mendes Barcelos, Thiago Machado Ardenghi, Carlos José Soares

Resumo


Este estudo avaliou a longevidade de restaurações em dentes posteriores, realizadas por equipes de Saúde Bucal do município de Uberlândia, MG, em função: tipo material, realização de forramento, tipo cavidade, perfil operador, região geográfica da cidade. Foram analisadas 2.405 restaurações classe I e II feitas em 351 pacientes de 11 unidades. Considerou sucesso: restaurações não reparadas ou substituídas até a data de avaliação; e insucesso: substituição das restaurações, fraturas dos dentes ou das restaurações ou extração dental. Dados analisados por STATA 14.0, empregando teste de qui-quadrado para o efeito das variáveis e a taxa de falha; teste Kaplan-Meier para a sobrevida das restaurações e regressão de Cox para os efeitos das variáveis nas taxas de sobrevida. Restaurações eram preferencialmente de amálgama (85%), envolvendo uma única face (70%); maioria sem forramento (85%), 70% dentistas especialistas, maioria do sexo feminino (96%) com cerca de 25 anos de formado. Taxa de sucesso de 95% e tempo médio observação de 8,4 anos. Diferenças significantes nas curvas de sobrevida foram observadas apenas em função do setor geográfico. O serviço público de saúde bucal avaliado apresenta taxa de sobrevida alta para as restaurações em dentes posteriores sendo influenciada pelo setor geográfico onde foi realizada.

Palavras-chave: Restaurações; Amálgama; Técnicas Restauradoras


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