Impacto do número de implantes empregados em protocolos mandibulares – Revisão sistemática

Andressa Ramos Silva, Lívia Bonjardim Lima, Nayara Ribeiro de Freitas, Veridiana Resende Novais, Marcos Boaventura de Moura, Paulo Cézar Simamoto Júnior

Resumo


Objetivando responder à pergunta em formato PICO: "Em pacientes desdentados, protocolos mandibulares suportados por três implantes, comparados com diferente número de implantes, mostram taxa de sobrevivência de implantes, perda óssea marginal e sobrevivência da prótese satisfatórios?", artigos publicados até 17 de julho de 2016 foram pesquisados no PubMed/MEDLINE. Esta revisão sistemática baseou-se no PRISMA e foi registrada sob número CRD42016048523. Os estudos foram avaliados segundo níveis de evidência e qualidade metodológica. Foram realizadas estatística descritiva, curvas de sobrevivência para implantes e comparação de perda óssea marginal entre os grupos. 21 estudos foram incluídos, 4712 implantes e 1245 protocolos mandibulares examinados. Agrupou-se os resultados baseado no número de implantes por paciente: grupo 1 (3 implantes) mostrou sobrevivência do implante de 90%, grupo 2 (4 implantes) apresentou 95% e o grupo 3 (5 implantes) atingiu 74%. Os grupos 1 (0,73mm) e 3 (0,70 mm) apresentaram menor perda óssea que o grupo 2 (1,31 mm, p = < 0,001) no primeiro ano. Dentro das limitações, concluiu-se que protocolos mandibulares suportados por três implantes demonstraram sobrevivência de implantes e perda óssea marginal no primeiro ano satisfatórios. A sobrevivência de próteses foi inferior aos demais grupos, sugerindo a necessidade de maior acompanhamento de tais reabilitações.

Palavras-chave:implantes dentários; protocolo mandibular; taxa de sobrevivência.


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