Fluorose dental em regiões abastecidas com água sem suplementaçã de flúor no Brasil: Uma metanálise

Débora Cristina Soares, Igor Felipe Pereira Lima, Diego Figueiredo Nóbrega, Graziela Oro Cericato, Patrícia Klarmann Ziegelmann, Luiz Renato Paranhos

Resumo


O objetivo deste trabalho foi comparar a prevalência de fluorose dental em regiões brasileiras sem suplementação de flúor. Este estudo constitui-se de uma revisão sistemática e metanálise com pesquisas em 8 bases de dados incluindo a literatura cinzenta. Foram incluídos apenas estudos transversais que avaliaram a prevalência da fluorose dental em municípios e/ou distritos rurais brasileiros com água de abastecimento público sem fluoretação ou com a utilização de águas subterrâneas. A estimativa das prevalências foi realizada empregando o modelo misto de efeitos aleatórios considerando as regiões como subgrupo. Dos 1.038 artigos encontrados, apenas 18 se encaixaram nos critérios de inclusão. Estimou-se em 8,92% a prevalência de fluorose dental em regiões com água tratada sem incorporação de flúor e em 51,96% em regiões abastecidos por poços artesianos. A heterogeneidade foi avaliada através da estatística I2 e do teste Q de Cochran, sendo I2 = 95% (p < 0,01) no primeiro subgrupo de municípios e I2 = 98% (p < 0,01) no segundo. Sendo assim, o presente estudo indica que há uma maior prevalência de fluorose dental em populações que utilizam de água de poços artesianos pela presença de flúor natural em elevadas concentrações, representando um fator de risco para tal patologia.

Palavras-chave: Fluorose dental, Prevalência, Saúde pública.

 


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Fluorose dental em regiões

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