MORTE E LUTO: VIVÊNCIAS DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE UBERLÂNDIA - MG

Ketulem Mendes da Souza, Amanda Martins Vieira, Camila de Souza Rocha, Danielle Figueira Saraiva, Kaeli Estevam da Silva, Mariah Dias de Carvalho Cotta, Ygor Ferreira Santos, Maria Tereza de Oliveira Ramos, Saulo Magalhães

Resumo


Essa pesquisa transversal, de base empírica, aplicada em campo, descritiva e quali-quantitativa objetivou verificar o significado da morte dos pacientes para os componentes de uma equipe multidisciplinar de Uberlândia, Minas Gerais. Utilizou-se de um questionário sociodemográfico seguido de uma entrevista estruturada a respeito da temática para investigar o perfil sociofamiliar, acadêmico e profissional de trinta profissionais integrantes de uma equipe multidisciplinar da área da saúde, composta por psicólogos, médicos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos em enfermagem que atuam em hospitais e clínicas, com idades entre 24 a 65 anos. Os resultados indicaram que não existem diferenças entre as profissões e os entrevistados que afirmaram que já foram afetados pela morte de um paciente ou que já passaram por um quadro de pânico. Compreende-se, pois, que a morte de um paciente influencia com mais intensidade no início da vida profissional, vivenciando sentimentos como tristeza e impotência. Porém, foi observado que quanto maior a prática profissional menor a interferência da perda de um paciente no dia a dia da equipe multidisciplinar. Constatou - se que os cursos para a formação de profissionais da área da saúde, oferecem uma formação técnica e voltada para a perspectiva biológica, sendo assim, impede que o profissional desenvolva habilidades para o enfrentamento da morte, tendo em vista o cuidado de si e do outro.
Palavras chave: Morte; Luto; Equipe multidisciplinar; Profissionais da área da saúde.


Texto completo:

MORTE E LUTO: VIVÊNCIAS

Referências


AZEREDO, N.S.G.D. O cuidado com o luto para além das portas das unidades de terapia intensiva: uma aposta e uma proposta. Tese (Doutorado em Medicina) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Faculdade de Medicina. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, 2016.

BANDEIRA, D.; COGO, S.B.; HILDEBRANDT, L.M.; BADKE, M.R. A morte e o morrer no processo de formação de enfermeiros sob a ótica de docentes de enfermagem. Texto Contexto Enferm.,23(2):400-7, 2014.

BOSCO, A.G. Perda e luto na equipe de enfermagem do centro cirúrgico de urgência e emergência. [Tese na Internet]. Ribeirão Preto (SP): Universidade Federal de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, 2008. Disponível em: . Acesso em: 26 set. 2017.

COMBINATO, D. S., QUEIROZ, M. S. Morte: uma visão psicossocial. Estudos de Psicologia. 11(2), 209-216, junho de 2006.

COSTA, J.C.; LIMA, R.A.G. Luto da equipe: revelações dos profissionais de enfermagem sobre o cuidado à criança/adolescente no processo de morte e morrer. Ribeirão Preto: Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 13, n. 2, p. 151-157, abr. 2005. Disponível em: . Acessado em: 26 set. 2017. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692005000200004.

DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.

GUIMARÃES, A.M.L; GRUBITS, S. Série Saúde Mental e Trabalho. Ed. Casa do psicólogo, v.3, p.43-47, 2004.

INCONTRI, D.; SANTOS, F.S. A Arte de Morrer -Visões Plurais:Perspectivas Histórico-Culturais da Morte. 2ª ed. São Paulo: Editora Comenius, 2009.

KOVÁCS, Maria Júlia et al. Morte e Desenvolvimento Humano. São Paulo: Editora Casa do Psicólogo, 2002.

KOVÁCS, M. J. Sofrimento da equipe de saúde no contexto hospitalar: cuidando do cuidador profissional. O mundo da saúde, 2010.

KUBLER-Ross, E. Sobre a morte e o morrer. 8ª Ed., Martins Fontes. São Paulo, 1998.

LOURDES, M. F. Equipe multiprofissional, transdisciplinaridade e saúde: desafios do nosso tempo. São Paulo: PEPSIC e Vinculo, v.6 n.2, dez., 2009. Disponível em:

Acesso em: 27 out. 2017.

MAGALHÃES, M.V.; MELO, S.C.A. Morte e Luto: O sofrimento do profissional da saúde. Psicologia e Saúde em Debate. Vol. 1, Nº 1, abr., 2015.

MARTINS, E. L. et al. Reações e sentimentos do profissional de enfermagem diante da morte. R. Bras. Enfem.: Brasília, v. 52. n. 1, p. 105-117. Jan. Mar., 1999. Disponível em:. Acesso em: 18 abr. 2019.

MEDEIROS, L.A.; LUTOSA, M.A. A difícil tarefa de falar sobre morte no hospital. Rev. SBPH, vol.14, nº2, Rio de Janeiro. Dezembro, 2011.

MORITZ, R.D. Simpósio: Os profissionais de saúde diante da morte e do morrer. Revista Bioética, 2005. Vol. 13, nº 2. PARKES, C. M. Luto: Estudos sobre a perda na vida adulta. São Paulo: Summus editorial, 1998.

PINHO, M.C.G. Trabalho em equipe de saúde: limites e possiblidades de atuação eficaz. Ciências & Cognição, publicado online, Volume 8: 68-87, publicado em 15 de agosto de 2006. http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1806-58212006000200009&script=sci_abstract&tlng=en. Acesso em: 27 out. 2017

SANTOS, M. A. ; HORMANEZ, M. Atitude frente à morte em profissionais e estudantes de enfermagem: revisão da produção científica da última década. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro , v. 18, n. 9, p. 2757-2768, Set. 2013. Disponível em: . Acesso em 09 mai. 2019.

SHIMIZU, H. E.; CIAMPONE, M. H. T.. As representações sociais dos trabalhadores de enfermagem não enfermeiros (técnicos e auxiliares de enfermagem) sobre o trabalho em Unidade de Terapia Intensiva em um hospital-escola. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo , v. 36, n. 2, p. 148-155, jun. 2002. Disponível em . acesso em 09 mai. 2019.

SILVA, C.C.; PALIS, V.S. A Morte e a Elaboração do Luto na Visão de Alguns Autores. Universidade Estadual do Vale do Acaraú–UVA, 2013.

SYSTAT. Systat® for Windows® version 10.2 [S.l.].© Systat Software, 2002.

SILVEIRA, M. H; CIAMPONE, M.H. T; GUTIERREZ, B. A. O. Percepção da equipe multiprofissional sobre cuidados paliativos. Rio de Janeiro: Rev. bras. geriatr. gerontol., 2014. vol.17, nº 1, p.7-16. Disponível em:. Acesso em: 19 de abril de 2019.

TAVERNA, G.; SOUZA, W. O luto e suas realidades humanas diante da perda e do sofrimento. CadTeol PUCPR, 2014.

VICENCI, M. C. Reflexão sobre a morte e o morrer na UTI: a perspectiva do profissional. Rev. bioét. (Impr.), 24 (1): 64-72, 2016.

ZAR, J. H. Biostatistical analysis. New Jersey: Prentice Hall, 1984, 718p.

ZORZO, J.C.C. O processo de morte e morrer da criança e do adolescente: vivências dos profissionais de enfermagem [dissertação]. Ribeirão Preto: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade Federal de São Paulo; 2004. Disponível em:. Acesso em: 18 Abr. 2019.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.