ESTRESSE EM MOTORISTAS DE TRANSPORTE COLETIVO URBANO DE UMA CIDADE DO INTERIOR DE MINAS GERAIS

Nayane Pereira Leite, Cirlene Gomes Amorim, Karla Karoline Santana Pires, Lorena Alves Sousa, Maria Isabella Nunes, Maria Vania Moura, Michele Cristina

Resumo


A profissão de motoristas foi identificada como uma das mais sujeitas a ocorrências do estresse. O estudo visou conhecer quais aspectos são considerados pelos motoristas de ônibus urbano como geradores de estresse no trabalho. O objetivo foi identificar se estão sobre estresse, quais fatores presentes e a fase do estresse em que se encontram. Participaram 30 motoristas do sexo masculino, com idade entre 28 a 61 anos, 6,7%, com Ensino Fundamental Incompleto, 20% Superior Incompleto e 3,3% Superior Completo. Foi utilizado questionário sócio demográfico e o Inventário de Sintomas de Estresse para Adulto (Lipp, 2005). Os dados encontrados mostram que 26,7% dos motoristas apresentam estresse na fase de resistência, (13,3%) alerta, (3,4%) ou quase exaustão (10,0%); e 73,3% não apresentam estresse. Não foi percebido estresse significativo nos motoristas. A principal associação foi entre idade, renda familiar, tempo de atuação e pontuações totais nas dimensões física/psicológica e as fases do estresse. A predominância da fase de resistência indicam que fatores estressantes continuam presentes e o organismo tenta restabelecer equilíbrio, adaptando-se. O resultado parece sugerir ainda que, quando percebido numa perspectiva de auto realização, o motorista se cansa da mesma atividade, principalmente quando não se sente satisfeito com algum aspecto de vida.


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ESTRESSE EM MOTORISTAS

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