Preconceito familiar: um determinante da depressão na comunidade LGBT em Uberlândia-MG.

Alan Alves Pereira, Gilvia Aparecida Araújo Silva, Gilvia Aparecida Araújo Silva, Luíza de Souza Botelho, Luíza de Souza Botelho

Resumo


Nos últimos anos os índices de depressão na população brasileira têm subido expressivamente, porém, são os indivíduos da comunidade LGBT que ganham espaço aqui para a seguinte discussão: Essa população se sobressai nesse importante índice? O estudo em questão investigou o nível de depressão das pessoas da comunidade LGBT em relação à rejeição familiar na cidade de Uberlândia – Minas Gerais e respondeu a seguinte questão: A rejeição familiar causa no indivíduo da comunidade LGBT de Uberlândia, sofrimento intenso, levando consequentemente a depressão? A amostra de 31 participantes da comunidade LGBT de Uberlândia, sendo 74,2% do gênero feminino, 12,9% do gênero masculino, com idade média 26,9 anos. Da amostra, 51,6% se denominaram lésbicas, 22,6% gays, 19,4% bissexuais, 3,2% pansexual e 3,2% transexual. Para esse estudo foi utilizado como instrumento um questionário sociodemográfico e a Escala Beck de Depressão - BDI (Cunha, 2001). Obteve-se como resultado que os indivíduos investigados sofreram ou ainda sofrem preconceito familiar, preconceito em ambientes públicos e no trabalho. Entretanto, esses indivíduos não têm depressão de modo severo. Assim, conclui-se que mesmo com o preconceito sofrido, boa parte dos entrevistados consegue em algum momento de sua vida encontrar uma saída e/ou solução na forma de encarar esse preconceito.

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Preconceito familiar

Referências


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